[Artigo] Treinos de Força voltados à corrida 🏃🏽‍♀️

Recentemente publiquei um post sobre o trabalho de fisioterapia preventiva que @feavilafisio faz comigo. Hoje vou falar do importante trabalho de força voltado à corrida que é conduzido, já há dois anos, pela minha personal @simoneherdina . Tá aí mais um dos motivos pelo qual nunca tive uma lesão nestes anos correndo e que tem sido um maravilhoso suporte para os bons resultados que venho obtendo nas competições. Na execução dos exercícios dentro da academia a Simone sempre está atenta a preservar a amplitude total dos movimentos que eu faço. Os grupamentos musculares de membros superiores (peitoral, costas, ombros e braços), assim como a região do CORE (abdômen, lombar pelve e quadril), têm uma atenção especial ao trabalho que a Simone realiza comigo, pois são parte do complexo postural, que auxilia muito na corrida.
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E o mais importante é que a Simone não fica “presa” somente nas máquinas. Ela trabalha com uma variação enorme de exercícios que vão desde aqueles com o próprio peso corporal (funcionais), passando pela utilização de acessórios, como TRX, bosu, elásticos, cama elástica, mini bands, entre outros, que são fundamentais, porque como ela mesma explica, eles me auxiliam muito na agilidade, leveza, fluidez e boa postura na corrida.
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Conforme o meu calendário de provas o treinamento de força se torna mais específico, sempre variando repetições, intervalos, séries e exercícios. O mais importante é que a Simone entende e respeita cada fase do treinamento dentro da academia, sempre aliado com minha planilha de treinos e objetivos na corrida.

Minha personal Simone Herdina

[ARTIGO] A Importância da Prevenção

…. Constantemente me perguntam como estou há 5 anos correndo 🏃🏽‍♀️ e nunca tive uma lesão. Quando digo que nunca tive uma lesão, é nenhuma mesmo, nenhuma dor persistente, nenhum desconforto sério. Levando-se em consideração a modalidade que pratico (ultramaratonas de montanha) você deve pensar que sou uma sortuda. Engano. Primeiro que comecei a correr da forma certa, com a orientação de uma assessoria esportiva. Desde o primeiro ano fiz também treinos funcionais e sempre segui à risca as planilhas de treino elaboradas pelo treinador. …

Nos últimos 2 anos quando passei a me dedicar às ultramaratonas inclui os treinos de força com a @simoneherdina e uma outra grande aliada: a fisioterapia preventiva com a @feavilafisio . A fisio preventiva atua fortemente nos pontos gatilhos que normalmente acarretariam em dores e lesões. Ou seja, você elimina o problema antes dele acontecer. A fisio preventiva atua ainda no alinhamento corporal e na liberação miofascial. …. O método usado pela Fernanda é o Busquet. Ela se utiliza de técnicas de terapia manual aliada a exercícios posturais, que visa à liberação e o relaxamento das cadeias musculares. A finalidade do método é corrigir as cadeias e liberar o movimento. O que eu gosto muito nesta técnica que a Fê usa é que ela oferece uma visão mais dinâmica da postura e é capaz de compreender qual o motivo mais profundo que está levando ao desequilíbrio das cadeias.

Ou seja, um incômodo no joelho, por exemplo, em nada pode ter haver com ele, mas sim, com um desiquilíbrio no quadril… e assim por diante. …. Galera, não tem milagre não e eu não sou uma pessoa de sorte. Se você quer durar longos e longos anos no esporte sem lesões, prevenção é a palavra de ordem. (OBS: as informações técnicas do método foram fornecidas pela fisio Fernanda)

Participação da Franciela na live da Confraria das Corridas (formato de podcast)

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[Campanha] Fran na Brazil 135 (217km)

O objetivo da campanha é arrecadar fundos para a participação da ultramaratonista Franciela Santin na Brazil na BR135 Ultramarathon. Trata-se de uma das ultramaratonas mais duras do país, sendo etapa classificatória para a Badwather dos Estados Unidos (uma das ultras mais difíceis do mundo). A BR é composta por 217km com largada em São João da Boa Vista SP e chegada na cidade de Paraisópolis MG e acontecerá no dia 16 de janeiro de 2020. 

A recordista de tempo da prova, a ultramaratonista Debora Simas, alisou-se a campanha e doou para a Fran um pé do tênis que mais utilizou nos treinos e durante a Tentativa de Quebra de Recorde Mundial em Esteira, onde se tornou a recordista Sul Americana. 

Assim, ao contribuir com a campanha, você estará concorrendo a este pé de tênis da ultramaratonista. Vencerá quem der o palpite mais próximo de qual foi a quilometragem percorrida com este tênis durante os treinos e desafio da Débora. Caso tenhamos mais de um acertador, será realizado sorteio entre estes. 

Para participar é fácil: Faça uma doação mínima de R$ 15,00 e nos comentários da página da campanha, deixei seu palpite de qual você acredita que foi a quilometragem que a ultramaratonista Debora Simas percorreu com este tênis, contemplando treinos e os 7 dias de desafio da esteira.

Existe um valor mapeado para apoio a Fran Santin, valor que necessitará para pagar suas despesas e de outras duas pessoas que serão apoio na prova. O que for arrecadado além do que está aparecendo no site da campanha, será doado para uma instituição de caridade de Florianópolis. 


A hora é agora! Contribua comFran na Brazil 135 (217km)

Link: www.kickante.com.br/campanhas/fran-na-br-135

Respeite, mas nunca se renda a ela.

Alegria está em fazer aquilo se ama

Um dos primeiros ensinamentos que eu tive com a minha preparadora física Simone Herdina foi de que “na academia é você quem domina o equipamento e não ele quem domina você”. E este conceito é completamente aplicável as distâncias de uma ultramaratona. Explico melhor. ⠀

Uma ultramaratona é qualquer corrida a pé com distância superior à da maratona, 42.195m, que via de regra ocorre em terrenos acidentados, estradões, costões de pedras e florestas, com altimetrias positivas consideráveis. Ou seja, longas distâncias e situações adversas ao padrão são características básicas de uma ultra.

E todo o ultramaratonista sabe que deve respeitar a distância para a prova ao qual se inscreveu, afinal, respeito significa estima, consideração, porém, nunca deve se render á ela, ou seja, nunca deve superestimar a distância, pois ao fazê-lo, atribuímos a ela qualidades ou características acima das reais. ⠀
Volto ao ensinamento citado, pois se na academia somos nós quem devemos dominar o equipamento e não o contrário, na ultra, somos nós quem devemos dominar a distância e não o contrário.

Analisemos o seguinte: quem está treinando para vencer a distância é você e não o contrário, certo? A distância está lá, paradinha e em momento algum mudará seu status, já você está treinando, se dedicando, estudando a prova. Então, quem tem maiores chances de vencer?

Respeitar sim, treinar sim, se dedicar sim, estudar a prova sim, preparar-se de todas as formas possíveis sim, superestimar e render-se a distância, não.

Somos TO2, respiramos trilha.

#trail#treino#foco#longasdistancias#ultramaratona#ultra#corrida#trailrunning#trail#trilha#mental#determinacao

[Artigo] Mais saúde ou R$ 4,50?

Vale a pena investir uns minutos por dia para melhorar a saúde.

Ontem eu dei continuidade a minha volta aos treinos. Na semana passada me predispus a fazer três atividades físicas e cumpri a primeira meta do retorno.


Ontem eu fiz a maior distância em uma única atividade desde o dia 07/02/2019. Consegui fazer mais de sete quilômetros e cheguei em casa razoavelmente bem. O tempo não importa nesse momento, mas é interessante saber que consegui manter uma média de velocidade em uma atividade que durou mais de uma hora.

Vale a pensa fazer uma atividade!

Mas quero tratar do título deste artigo. No dia de ontem venci novamente o sedentarismo um passo de cada vez. Mas o mais legal dessa atividade foi que eu refiz caminhando praticamente o mesmo trajeto que faria de ônibus.


Com essa atividade eu ganhei um pouco mais de saúde e ainda economizei a passagem. Brincadeira à parte eu tenho certeza que a minha saúde vale muito mais que os quatro reais e cinquenta centavos. E essa economia está ajudando em vários sentidos.

A atividade está ajudando a diminuir o meu peso e mais importante de tudo: está me dando momentos de clareza onde o stress do dia a dia é consumido e transformado em energia para dar o próximo passo.

Vale muito dar o primeiro passo, manter o caminho e a cada dia se desafiar mais para alcançar qualquer meta que você estabeleça.

E vamos em frente!

Criando uma rotina

Mais importante do que começar é continuar

Ontem foi o meu segundo dia de exercício. Fiz novamente a distância de 3 km porém com um tempo muito maior. Nesta fase de retorno isso não me preocupa porque não quero usar tempo como uma meta. O que eu quero dizer é que iniciar uma rotina é algo desafiador.

Ainda não estabeleci metas para o longo prazo, porém estou refletindo sobre o que irei me desafiar a fazer. No passado eu completei a santíssima trindade das provas de corrida de asfalto (10, 21 e 42 km), sem contar inúmeras outras distâncias. Hoje olhar distâncias maiores que os seis quilômetros (quase sete!!!) que já corri essa semana é algo que não me assusta mas me desafia.

É bem engraçado ter uma base como eu tive entre 2014 e 2018, com metas definidas e atividades programadas e estar agora a vontade. Sem ter que mostrar resultados para ninguém e não ter uma rotina fixa.

É libertador poder escolher o que fazer. Claro que compreendo e valorizo o papel de ter um treinador físico e de ter um suporte com rotinas de fortalecimento muscular. Porém neste momento eu estou fazendo algo que nunca consegui fazer com a corrida. Estou encarando como uma descarga de adrenalina para poder relaxar.

A corrida, para mim, agora é um momento de paz e alegria. Colocar metas em felicidade e alegria não são indicadas para esse momento.

Vamos em frente!

Com certeza tenho muito mais para compartilhar aqui.

[Artigo] Promessa é dívida

Primeiro treino de retorno. Eu voltei.

É engraçado como funciona a mente do ser humaninho. Eu falo assim no diminutivo para não perder a piada, que fique claro. Eu ontem prometi e fui lá e cumpri o que tinha dito que iria fazer. Mas durante os 31 minutos e 9 segundo eu tive a oportunidade de refletir sobre muita coisa. Mas antes de falar da corrida eu tenho que descrever o meu dia para reforçar a história  da comodidade.

Eu trabalho na cidade de São José, vizinha de Florianópolis numa distância equivalente a uma meia maratona da minha casa. Nos meus bons tempos de corrida eu fiz essa distâncias várias vezes e o meu recorde pessoal é de 1:54:06 em 2017. A distância feita todos os dias de ônibus (contando a saída de casa e a baldeação com destino ao trabalho) na maioria dos dias fica acima desse tempo. Ou seja, na quase todos os dias eu levo mais tempo de transporte coletivo do que faria a mesma distância correndo.

Ontem foi um desses dias. Somando o tempo de ir, trabalhar e voltar para casa, eu fiquei mais de 14 horas longe do sofá, da minha cama e do conforto do lar. Mas pela primeira vez em muito tempo ao chegar em casa eu não simplesmente desliguei, comi e fui dormir (não nessa ordem).

Cheguei em casa coloquei um calção (confesso que estava mais apertado do que gostaria) e fui correr. Não coloquei uma meta inatìngivel nem nada do gênero. Simplesmente quis correr num período maior que meia hora. E essa meia hora, em comparação todas as outras meias horas do dia inteiro foi um momento de clareza e tranquilidade.

Claro que depois de tanto tempo parado eu senti dores, parei para tomar folego (mais do que eu esperava para ser sincero) e até caminhei um pouquinho (pessoal do trailrun que não me se assuste, mas tinha uma inclinação de quase 18 metros, hehehe). Mas a sensação depois de terminar a atividade compensou. Naquele período de tempo envolto em uma sequência de músicas eu corri não esperando nada além do que colocar um pé na frente do outro.

Eu já havia escrito isso antes. Eu teria todas as muletas para dizer “nossa, eu saí de casa as 7 da manhã e cheguei em casa as 8 da noite, estou cansado” mas não me deixei vencer pela comodidade. Tenho certeza que hoje vai ser um novo dia. E a corrida estará me esperando a noite para limpar a mente.

Como se diz: temos imagens!

[Artigo] Quebrei. Parei. E agora?

Como eu estou hoje

Eu lembro que um tempo atrás eu participei de um programa de televisão para falar sobre mudança de estilo de vida e a corrida. Naquele programa de 25/11/2016 eu falei que iria fazer uma maratona. E realmente eu fiz. Corri a maratona de Porto Alegre em 2017. A duras penas vale dizer, mas eu cumpri a minha meta.

Mas e daí? Eu continuei correndo? Não. Eu literalmente parei com tudo durante o ano de 2018 e deixei de lado as atividades físicas e os cuidados com alimentação.

Eu sei que tomei o atalho para o caminho mais curto. Minha vida deu uma guinada nesse período. Perdi um emprego, comecei em um emprego novo e vi toda a segurança de um trabalho estável de quase dez anos mudar da noite para o dia. O desafio de uma nova atividade, alinhada com uma viagem literal de quase três horas diárias (entre ida e volta) me deu todas as ferramentas para mudar o pensamento saudável e voltar ao modelo sedentário.

Porém, tudo isso que escrevi acima é uma muleta.

Meia hora diária para correr ou fazer uma atividade física não é sacrifício e sim um investimento a longo prazo. Cuidar da alimentação no dia a dia para poder comer algo mais refinado no final de semana ou em ocasiões especiais.

Quero fazer um compromisso comigo mesmo agora.

Eu vou documentar a partir de agora a minha retomada para a atividade física. Já faz algum tempo (mais de um mês) que estou cuidando a alimentação e já tive uma resposta positiva no peso, reduzindo quase dez quilos, porém somente com alguma atividade mais organizada  é que os resultados serão mais expressivos.

Vamos em frente. O passado ficou para trás e ficar remoendo o que não foi feito é mais uma muleta que eu tenho certeza que não quero usar neste momento!

Superação e vitória!

E a Franciela Santin conseguiu.

Conquistou o primeiro lugar na Prova de 100 Km da Transmantiqueira Ultra Trail Agulhas Negras (Tutan). A prova foi o resultado de uma dedicação de quase meio ano, com treinos quase diários alinhando o profissionais de diferentes áreas, além de uma rotina de treinos físicos, treinos de corrida e de preparação alimentar.

Bonito troféu do primeiro lugar geral dos 100 km

O resultado foi surpreendente não pela conquista do primeiro lugar, mas sim pelo tempo da prova. Ano passado a campeã fez a distância em 16h30. A Fran fez a mesa distância em 15h03 apesar do trajeto ter sido alterado com a inclusão de uma subida de quase 1300 metros no final do trajeto.

O sucesso é acompanhado de muita preparação e acompanhamento profissional

Dedicação e trabalho duro são recompensados com resultados. Esse é o mantra que move a Fran a frente. Após terminar a sua primeira maratona a distância de 42 km não parecia ser mais tão assustadora. Tanto que na preparação que a Tutan exigiu foi normal treinos nessa distância.

E após um ano da experiência na Maratona de Boston, em que o frio venceu a minha pequena corredora, a vitória chegou na prova mais longa da sua vida (até o momento, porque eu não sei até qual distância ela vai correr).