[Campanha] Fran na Brazil 135 (217km)

O objetivo da campanha é arrecadar fundos para a participação da ultramaratonista Franciela Santin na Brazil na BR135 Ultramarathon. Trata-se de uma das ultramaratonas mais duras do país, sendo etapa classificatória para a Badwather dos Estados Unidos (uma das ultras mais difíceis do mundo). A BR é composta por 217km com largada em São João da Boa Vista SP e chegada na cidade de Paraisópolis MG e acontecerá no dia 16 de janeiro de 2020. 

A recordista de tempo da prova, a ultramaratonista Debora Simas, alisou-se a campanha e doou para a Fran um pé do tênis que mais utilizou nos treinos e durante a Tentativa de Quebra de Recorde Mundial em Esteira, onde se tornou a recordista Sul Americana. 

Assim, ao contribuir com a campanha, você estará concorrendo a este pé de tênis da ultramaratonista. Vencerá quem der o palpite mais próximo de qual foi a quilometragem percorrida com este tênis durante os treinos e desafio da Débora. Caso tenhamos mais de um acertador, será realizado sorteio entre estes. 

Para participar é fácil: Faça uma doação mínima de R$ 15,00 e nos comentários da página da campanha, deixei seu palpite de qual você acredita que foi a quilometragem que a ultramaratonista Debora Simas percorreu com este tênis, contemplando treinos e os 7 dias de desafio da esteira.

Existe um valor mapeado para apoio a Fran Santin, valor que necessitará para pagar suas despesas e de outras duas pessoas que serão apoio na prova. O que for arrecadado além do que está aparecendo no site da campanha, será doado para uma instituição de caridade de Florianópolis. 


A hora é agora! Contribua comFran na Brazil 135 (217km)

Link: www.kickante.com.br/campanhas/fran-na-br-135

Um pouco sobre nós

IMG_3185Nos chamamos Franciela Santin e Gelsom Sbardelotto. Casados há 13 anos moramos em Florianópolis (SC), e adotamos uma vida saudável a pouco menos de 3 anos. Essa virada em nossa história começa no final de setembro de 2014, quando, após meu marido chegar ao grau 2 de obesidade, percebemos que algo precisava ser feito.  Procuramos uma nutricionista para nos ajudar com o processo de mudança e uma coisa leva à outra e nos tornamos corredores. Hoje, meu marido se livrou de 32 quilos e já tem alguns quilômetros em corridas oficiais. Diante disso, nosso propósito com este blog é mostrar que com força de vontade e com uma mudança em de estilo de vida, tudo é possível. Publicaremos aqui receitas saudáveis (livre de glúten, lactose) que são feitas por nós mesmos, além de contar nossas aventuras nas corridas.

Nossos contatos:

Franciela – franciela.santin@gmail.com

Gelsom – sbardelotto@gmail.com

Provas

Provas da Franciela

Provas do Gelsom

Respeite, mas nunca se renda a ela.

Alegria está em fazer aquilo se ama

Um dos primeiros ensinamentos que eu tive com a minha preparadora física Simone Herdina foi de que “na academia é você quem domina o equipamento e não ele quem domina você”. E este conceito é completamente aplicável as distâncias de uma ultramaratona. Explico melhor. ⠀

Uma ultramaratona é qualquer corrida a pé com distância superior à da maratona, 42.195m, que via de regra ocorre em terrenos acidentados, estradões, costões de pedras e florestas, com altimetrias positivas consideráveis. Ou seja, longas distâncias e situações adversas ao padrão são características básicas de uma ultra.

E todo o ultramaratonista sabe que deve respeitar a distância para a prova ao qual se inscreveu, afinal, respeito significa estima, consideração, porém, nunca deve se render á ela, ou seja, nunca deve superestimar a distância, pois ao fazê-lo, atribuímos a ela qualidades ou características acima das reais. ⠀
Volto ao ensinamento citado, pois se na academia somos nós quem devemos dominar o equipamento e não o contrário, na ultra, somos nós quem devemos dominar a distância e não o contrário.

Analisemos o seguinte: quem está treinando para vencer a distância é você e não o contrário, certo? A distância está lá, paradinha e em momento algum mudará seu status, já você está treinando, se dedicando, estudando a prova. Então, quem tem maiores chances de vencer?

Respeitar sim, treinar sim, se dedicar sim, estudar a prova sim, preparar-se de todas as formas possíveis sim, superestimar e render-se a distância, não.

Somos TO2, respiramos trilha.

#trail#treino#foco#longasdistancias#ultramaratona#ultra#corrida#trailrunning#trail#trilha#mental#determinacao

[Artigo] Mais saúde ou R$ 4,50?

Vale a pena investir uns minutos por dia para melhorar a saúde.

Ontem eu dei continuidade a minha volta aos treinos. Na semana passada me predispus a fazer três atividades físicas e cumpri a primeira meta do retorno.


Ontem eu fiz a maior distância em uma única atividade desde o dia 07/02/2019. Consegui fazer mais de sete quilômetros e cheguei em casa razoavelmente bem. O tempo não importa nesse momento, mas é interessante saber que consegui manter uma média de velocidade em uma atividade que durou mais de uma hora.

Vale a pensa fazer uma atividade!

Mas quero tratar do título deste artigo. No dia de ontem venci novamente o sedentarismo um passo de cada vez. Mas o mais legal dessa atividade foi que eu refiz caminhando praticamente o mesmo trajeto que faria de ônibus.


Com essa atividade eu ganhei um pouco mais de saúde e ainda economizei a passagem. Brincadeira à parte eu tenho certeza que a minha saúde vale muito mais que os quatro reais e cinquenta centavos. E essa economia está ajudando em vários sentidos.

A atividade está ajudando a diminuir o meu peso e mais importante de tudo: está me dando momentos de clareza onde o stress do dia a dia é consumido e transformado em energia para dar o próximo passo.

Vale muito dar o primeiro passo, manter o caminho e a cada dia se desafiar mais para alcançar qualquer meta que você estabeleça.

E vamos em frente!

Criando uma rotina

Mais importante do que começar é continuar

Ontem foi o meu segundo dia de exercício. Fiz novamente a distância de 3 km porém com um tempo muito maior. Nesta fase de retorno isso não me preocupa porque não quero usar tempo como uma meta. O que eu quero dizer é que iniciar uma rotina é algo desafiador.

Ainda não estabeleci metas para o longo prazo, porém estou refletindo sobre o que irei me desafiar a fazer. No passado eu completei a santíssima trindade das provas de corrida de asfalto (10, 21 e 42 km), sem contar inúmeras outras distâncias. Hoje olhar distâncias maiores que os seis quilômetros (quase sete!!!) que já corri essa semana é algo que não me assusta mas me desafia.

É bem engraçado ter uma base como eu tive entre 2014 e 2018, com metas definidas e atividades programadas e estar agora a vontade. Sem ter que mostrar resultados para ninguém e não ter uma rotina fixa.

É libertador poder escolher o que fazer. Claro que compreendo e valorizo o papel de ter um treinador físico e de ter um suporte com rotinas de fortalecimento muscular. Porém neste momento eu estou fazendo algo que nunca consegui fazer com a corrida. Estou encarando como uma descarga de adrenalina para poder relaxar.

A corrida, para mim, agora é um momento de paz e alegria. Colocar metas em felicidade e alegria não são indicadas para esse momento.

Vamos em frente!

Com certeza tenho muito mais para compartilhar aqui.

[Artigo] Promessa é dívida

Primeiro treino de retorno. Eu voltei.

É engraçado como funciona a mente do ser humaninho. Eu falo assim no diminutivo para não perder a piada, que fique claro. Eu ontem prometi e fui lá e cumpri o que tinha dito que iria fazer. Mas durante os 31 minutos e 9 segundo eu tive a oportunidade de refletir sobre muita coisa. Mas antes de falar da corrida eu tenho que descrever o meu dia para reforçar a história  da comodidade.

Eu trabalho na cidade de São José, vizinha de Florianópolis numa distância equivalente a uma meia maratona da minha casa. Nos meus bons tempos de corrida eu fiz essa distâncias várias vezes e o meu recorde pessoal é de 1:54:06 em 2017. A distância feita todos os dias de ônibus (contando a saída de casa e a baldeação com destino ao trabalho) na maioria dos dias fica acima desse tempo. Ou seja, na quase todos os dias eu levo mais tempo de transporte coletivo do que faria a mesma distância correndo.

Ontem foi um desses dias. Somando o tempo de ir, trabalhar e voltar para casa, eu fiquei mais de 14 horas longe do sofá, da minha cama e do conforto do lar. Mas pela primeira vez em muito tempo ao chegar em casa eu não simplesmente desliguei, comi e fui dormir (não nessa ordem).

Cheguei em casa coloquei um calção (confesso que estava mais apertado do que gostaria) e fui correr. Não coloquei uma meta inatìngivel nem nada do gênero. Simplesmente quis correr num período maior que meia hora. E essa meia hora, em comparação todas as outras meias horas do dia inteiro foi um momento de clareza e tranquilidade.

Claro que depois de tanto tempo parado eu senti dores, parei para tomar folego (mais do que eu esperava para ser sincero) e até caminhei um pouquinho (pessoal do trailrun que não me se assuste, mas tinha uma inclinação de quase 18 metros, hehehe). Mas a sensação depois de terminar a atividade compensou. Naquele período de tempo envolto em uma sequência de músicas eu corri não esperando nada além do que colocar um pé na frente do outro.

Eu já havia escrito isso antes. Eu teria todas as muletas para dizer “nossa, eu saí de casa as 7 da manhã e cheguei em casa as 8 da noite, estou cansado” mas não me deixei vencer pela comodidade. Tenho certeza que hoje vai ser um novo dia. E a corrida estará me esperando a noite para limpar a mente.

Como se diz: temos imagens!

[Artigo] Quebrei. Parei. E agora?

Como eu estou hoje

Eu lembro que um tempo atrás eu participei de um programa de televisão para falar sobre mudança de estilo de vida e a corrida. Naquele programa de 25/11/2016 eu falei que iria fazer uma maratona. E realmente eu fiz. Corri a maratona de Porto Alegre em 2017. A duras penas vale dizer, mas eu cumpri a minha meta.

Mas e daí? Eu continuei correndo? Não. Eu literalmente parei com tudo durante o ano de 2018 e deixei de lado as atividades físicas e os cuidados com alimentação.

Eu sei que tomei o atalho para o caminho mais curto. Minha vida deu uma guinada nesse período. Perdi um emprego, comecei em um emprego novo e vi toda a segurança de um trabalho estável de quase dez anos mudar da noite para o dia. O desafio de uma nova atividade, alinhada com uma viagem literal de quase três horas diárias (entre ida e volta) me deu todas as ferramentas para mudar o pensamento saudável e voltar ao modelo sedentário.

Porém, tudo isso que escrevi acima é uma muleta.

Meia hora diária para correr ou fazer uma atividade física não é sacrifício e sim um investimento a longo prazo. Cuidar da alimentação no dia a dia para poder comer algo mais refinado no final de semana ou em ocasiões especiais.

Quero fazer um compromisso comigo mesmo agora.

Eu vou documentar a partir de agora a minha retomada para a atividade física. Já faz algum tempo (mais de um mês) que estou cuidando a alimentação e já tive uma resposta positiva no peso, reduzindo quase dez quilos, porém somente com alguma atividade mais organizada  é que os resultados serão mais expressivos.

Vamos em frente. O passado ficou para trás e ficar remoendo o que não foi feito é mais uma muleta que eu tenho certeza que não quero usar neste momento!

Superação e vitória!

E a Franciela Santin conseguiu.

Conquistou o primeiro lugar na Prova de 100 Km da Transmantiqueira Ultra Trail Agulhas Negras (Tutan). A prova foi o resultado de uma dedicação de quase meio ano, com treinos quase diários alinhando o profissionais de diferentes áreas, além de uma rotina de treinos físicos, treinos de corrida e de preparação alimentar.

Bonito troféu do primeiro lugar geral dos 100 km

O resultado foi surpreendente não pela conquista do primeiro lugar, mas sim pelo tempo da prova. Ano passado a campeã fez a distância em 16h30. A Fran fez a mesa distância em 15h03 apesar do trajeto ter sido alterado com a inclusão de uma subida de quase 1300 metros no final do trajeto.

O sucesso é acompanhado de muita preparação e acompanhamento profissional

Dedicação e trabalho duro são recompensados com resultados. Esse é o mantra que move a Fran a frente. Após terminar a sua primeira maratona a distância de 42 km não parecia ser mais tão assustadora. Tanto que na preparação que a Tutan exigiu foi normal treinos nessa distância.

E após um ano da experiência na Maratona de Boston, em que o frio venceu a minha pequena corredora, a vitória chegou na prova mais longa da sua vida (até o momento, porque eu não sei até qual distância ela vai correr).

[Artigo] – Um ano novo pela frente

captura de tela 2019-01-04 às 23.30.36E 2018 acabou. O ano foi peculiar para se dizer o mínimo. O ano teve de tudo, desde copa do mundo até uma eleição surpreendente. A minha vida também foi marcada por mudanças. Depois de quase dez anos mudei de emprego e segui com a minha vida, porém tenho que admitir que deixei as corridas em segundo plano. Já a Franciela abandonou de vez o asfalto e encontrou a alegria como ultramaratonista em trail running.

Mas como a Fran sempre diz: “O passado ficou para trás. E se a gente ficar se lamentando o tempo vai acabar passando”. Todos nós passamos por obstáculos. E essa dificuldade é o que deve nos inspirar. A vida cada vez mais parece uma corrida: a cada momento encontramos uma curva, um caminho solitário ou mesmo uma dificuldade. Porém são as decisões individuais que tomamos que vão tornar esse caminho mais fácil ou mais difícil.

Cada vez mais que olho o que vem pela frente entendo que devemos buscar a força não para dar um sprint como num treino de tiro e sim manter a velocidade constante de uma maratona. De acreditar em si mesmo para não ter medo de correr em uma subida íngreme ou mesmo se desafiar a correr em um lugar totalmente novo.

A vida, como a corrida, é a soma das decisões que tomamos. E cada vez mais entendo que negligenciar alguns aspectos em comparação com outros é o nosso maior pecado. As vezes estamos tão perto de uma situação que não conseguimos ver o grande quadro e focamos apenas em uma pequena parte de um todo.

O começo do ano é tradicionalmente marcado por decisões e a tentativa de mudança de estilo de vida. Sim, é um clichê que todos os anos vemos pessoas tentando mudar a alimentação ou mesmo começar uma atividade física. Porém eu tenho que fazer um compromisso comigo mesmo. Tenho que resgatar um dos aspectos que ajudou muito nos anos passados.

Não sei ainda o caminho a seguir, porém sei que a atividade física é um dos pilares que pode e vai me ajudar. E espero chegar em 31 de dezembro com realizações e metas atingidas para compartilhar. Então: boa sorte e muitos kms pela frente!

[Artigo] A aventura continua lá fora

É interessante começar um artigo com uma afirmação tão forte como essa ai em cima. Essa escolha me traz muita responsabilidade, principalmente vendo o meu histórico neste ano. Eu tenho que fazer uma autocrítica. Realmente eu não dediquei a corrida a mesma atenção do ano passado. 2017 foi um ano de realizações, ano da minha primeira maratona e de mais de mil quilômetros percorridos.

Neste ano eu passei por uma série de mudanças e transformações. Tanto que estou engatinhando novamente na corrida. Como o meu texto anterior posso afirmar que apesar de terem passados quatro anos eu me sinto sempre um iniciante. E isso talvez seja o que me motiva. Esse sentimento de estar (re)começando.

O importante é não ficar parado, não importa como

Mas é importante que eu faça desta autocrítica um reforço da afirmação acima: a aventura está lá fora e vai continuar lá fora. E quando eu escrevo sobre isso eu só posso fazê-lo pelo melhor exemplo do mundo que está ao meu lado: Franciela Santin. Essa pequena é realmente uma parada. Como não valorizar uma pessoa que no mesmo tempo de corrida que eu está em um estágio tão avançado?

Eu posso dizer que a Fran é um exemplo que eu queria imitar com mais frequência. Alguém que se desdobra em quatro no mesmo dia merece todos os elogios. Uma pessoa organizada e determinada, que mudou o escopo de seu trabalho e agora é feliz fazendo uma atividade profissional relacionada com a saúde. Uma estudante que está em sua segunda graduação e ainda no tempo livre (aham, existe tempo livre que a gente pode aproveitar) consegue treinar corrida e ainda fazer musculação.

Ela vai ter um grande e o maior desafio de sua carreira no próximo dia 08/12 na cidade de Botucatu, estado de São Paulo. A prova Ultra Trail Run 70K Cuesta Brasil Ride 2018 é algo que ela realmente se preparou e vou fazer por ela um agradecimento especial a todos. Não vou citar nomes para não fazer nenhuma injustiça, porém o agradecimento é realmente sincero para todos mesmo nem que seja para aquele que deu um minuto do seu tempo fazendo um quilômetro de carro para acompanha-la nos treinos e na preparação.

Resumo da foto: Olhar sempre em frente sem medo.

Porém o ponto de escrever sobre aventura e mencionar a Fran é justamente ressaltar que o catalisador para dar um passo além da zona de conforto às vezes está ao nosso lado. Falta de tempo não é uma desculpa para fazer uma atividade. A vida é muito maior e melhor do que ficar sentado na frente de uma televisão ou de uma tela de celular.

Viver é estar feliz consigo mesmo e ver a vida com o roteiro que escolhemos. E por quê não esse roteiro ser uma grande aventura?


[Na mídia] Fui destaque no site G1!!!

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Eu fui destaque no site G1 da Rede Globo / NSC Tv de Santa Catarina contando um pouco da minha história de corrida e de perda de peso. É sempre positivo poder compartilhar sobre a minha vida incentivando as pessoas a buscarem uma mudança de estilo de vida e começar com atividade física e cuidado com a alimentação.

Tenho muito a agradecer o mestre Fabiano Braun e a jornalista Juliana, da NSC, que fez uma matéria excelente.

Confere ai!!

https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/minha-esposa-pediu-de-presente-de-aniversario-que-eu-fosse-saudavel-diz-morador-de-sc-apos-perder-40-kg.ghtml