O que falar da Corrida Internacional de São Silvestre?

Em 31/12/2015 fizemos nossa primeira São Silvestre, sendo esta a 91a edição do evento que tradicionalmente ocorre nesta data pelas ruas de São Paulo.

Retirada dos Kits no Ginásio do Ibirapuera
Retirada dos Kits no Ginásio do Ibirapuera

Foi uma experiência incrível, difícil até de descrever em palavras, afinal, colocar sentimentos em um pedaço de papel não é uma tarefa fácil.

Mas vamos lá: nossa experiência iniciou-se no dia 29/12 quando fomos fazer a retiradas dos kits. Foi um belo primeiro contato com a prova. Distribuição muito bem organizada, rapidíssima, em menos de 5 minutos já estávamos com nossos kits em mãos. Anexo à entrega havia uma feira de produtos para corrida. Achamos os preços um pouco “salgados”, mas afinal, o que não está “salgadinho” neste momento em nosso País?

Bom, chegou dia 31/12. Acordamos cedo, tomamos café, colocamos nossa roupa de corrida e subimos em direção à Avenida Paulista. Naquele exato momento, nossos corações começaram a bater mais forte. Muita gente, mas muita gente mesmo já estava na Paulista. Cada um com seu objetivo: alguns querendo aparecer na televisão e falar a famosa frase “mãe, tô na Globo”, outros, querendo exibir suas fantasias dos mais variados personagens e outros, como nós, que ali estavam para verdadeiramente correr e completar com êxito a famosa corrida Internacional de São Silvestre.

Aguardando a largada
Aguardando a largada

Eis que 9 horas em ponto é dada a largada. Nós estávamos no setor amarelo e foi impossível identificar o número de pessoas que haviam em nossa frente ou atrás de nós. Mais tarde, teríamos uma a pequena noção (risos). Bom, após dada a largada demoramos 15 minutos para conseguir acessar o pórtico e finalmente ligar nossos relógios, ou seja, a São Silvestre finalmente havia começado para nós.

Expectativa para o começo da prova, na altura do MASP
Expectativa para o começo da prova, na altura do MASP

Iniciamos a prova com a certeza que até o terceiro quilômetro pouco poderíamos correr, mas que a partir dali as coisas melhorariam, pois aqueles que estavam ali somente para “fazer festa” e se mostrar para as câmeras, haveriam de desistir. Hahahahahaha, que belo engano. A prova foi do começo ao fim tumultuada. Afinal, 30 mil pessoas não iriam se dispersar tão rapidamente quanto imaginávamos. Esperança frustrada de principiante.

Nós, acostumados com provas menores onde após o primeiro quilômetro você realmente acerta seu ritmo e segue adiante até a linha de chegada, estávamos ali no meio de 30 mil pessoas tentando encontrar alguma brechinha para empregar um ritmo, pelo menos, moderado. Novamente, quanto engano. Nosso melhor ritmo girou em torno de 5’24”, tempo não foi impossível de repetir durante a prova inteira. O ritmo final ficou em torno de 6’44”.

Bom, tínhamos neste momento duas escolhas: ficar frustrados com a situação, ou realmente curtir a prova e os belos pontos turísticos de São Paulo. O Gelsom, desde o começo optou em curtir, eu, demorei um pouco, mas senti-me obrigada a fazer isso, até porque, não havia outra alternativa momentânea.

E assim fomos seguindo quilômetro a quilômetro, desviando daqui, desviando dali. Na maior parte da prova nos utilizamos de caminhos “alternativos”, como por exemplo, as calçadas ou as ciclo faixas, objetivando acelerar um pouco mais. Até porque chega um momento em que seus joelhos doem em função do ritmo ser muito lento.

Para se ter uma ideia, o ritmo era tão confortável que nem dos pontos de hidratação me utilizei. Não tinha sede. Mas claro que a emoção estava ali. Quando passávamos pelos túneis que fizeram parte do percurso, a galera toda gritava “uh, uh, uh, uh, uh”. Nossa, aquele som ecoava tão lindamente que toda a raiva de não poder correr em uma melhor ritmo passava.

Mas, havia um pensamento presente deste o início da prova: E como será a subida da Brigadeiro? Eis que os últimos 2 quilômetros chegam e com eles a famosa e temida subida. Neste momento, toda aquela galera gritava “Uh, Brigadeiro, Uh, brigadeiro”. Mas que nada, ela nem é tão ruim assim. Trata-se de uma subida longa, mas que com um pouco de força nas pernas você é capaz de vencer sem maiores problemas.

Após a subida da Brigadeiro, novamente entrou-se na Avenida Paulista e aí, somente mais uns 400 metros e nós teríamos feito os 15 km da famosa São Silvestre. E assim foi. Para coroar o esforço, uma bela medalha recebemos.

Medalha, medalha, medalha!!!
Medalha, medalha, medalha!!!

Valeu a pena? Claro que valeu. A velha máxima que todo o corredor deve ter pelo menos uma São Silvestre em seu currículo é verdadeira. Claro que não é uma prova para você fazer tempo, ela precisa ser curtida e aproveitada em sua plenitude apesar de sua dificuldade em função do número de pessoas.

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E aí, qual seria nosso conselho? se você é um corredor estreante, não faça da São Silvestre uma de suas primeiras provas, faça provas menores, onde é possível se manter uma melhor organização (não que a São Silvestre seja desorganizada, mas acomodar 30 mil pessoas nas ruas de São Paulo não é uma tarefa fácil). Agora, se você já fez outras provas e possui condicionamento para fazer 15 km, sim, faça, pelo menos uma vez na vida a Corrida Internacional de São Silvestre, ou a Trotinho Internacional de São Silvestre (risos).