Ou como a alegria da corrida deve contagiar a nossa vida.

Em meu artigo anterior eu falava da expectativa que eu tinha para ver como a Fran Santin iria se comportar em sua primeira ultramaratona de trilha de corrida. Mas olhando de fora da prova eu vi muito mais que a superação dela e mais um troféu para eu colocar na prateleira que ainda irei fazer aqui em casa (nota mental: o trabalho do marido de uma corredora nunca acaba).

Eu vi uma coisa que o dinheiro não compra. Eu vi em dois personagens, que vou apresentar em seguida, um brilho nos olhos que me fez questionar alguns conceitos e dar valor a um sentimento muitas vezes negligenciado pela maioria das pessoas. A alegria de ter vencido suas limitações e atingido um objetivo.

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Lugar comum: a Fran corre está sempre sorrindo

Primeiro eu quero contar uma coisa para vocês. Eu fui acordado as 3 da manhã para viajar para acompanhar a Fran na prova, que iria começar as sete da matina. Mas para o acompanhante não é apenas a viagem e sim aguardar o tempo da prova. A Fran fez os seus 45 km de trilha em sete horas e quinze minutos, conquistando mais um podium como a segunda corredora a terminar o desafio. A meta e o resultado dela concluíram com a chave de ouro meu texto anterior e a expectativa que ela tinha para se tornar ultramataronista.

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Sábado de madrugada e eu estava lá.

Porém, nessas mais de sete horas eu pude observar o ambiente da prova. Diferente de uma prova de corrida de rua em Florianópolis, a prova correu com o apoio da maioria da população de Garopaba. Como a prova foi de trail run (trilha) a cidade não teve muito impacto no trânsito mas foi muito bom ver as pessoas apoiando os atletas e aguardando os corredores na linha de chegada, pelas ruas e na praia. Eu mesmo tive um momento de fã enquanto caminhava pela praia pude acompanhar os últimos metros da corrida do amigo Fernando de Andrade Zimmer.

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Vai garoto, tu merece!

A foto não nega a alegria dele ao ser o primeiro da nossa assessoria a terminar a corrida. Só posso dizer que a conquista dele foi concluir uma prova de 25 km com aquele sorriso no rosto. E ainda no domingo ele fez mais 10,5 km e conquistou um troféu no desafio da baleia franca. O que falar disso? Parabéns amigo, tu merece.

Mas a cereja do bolo foi a chegada da minha amiga Ligia Gastaldi. Ela completou os 25 km e a Fran acompanhou ela nos últimos metros e eu pude documentar o momento em que elas estavam juntas correndo lado ao lado. Eu me vi naquele momento. A superação da Ligia é algo que deveria servir de exemplo para todos. E serve como uma lição… nunca é tarde para começar.

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Literalmente: corre mais quem corre junto!

E mesmo que você não chegue entre os primeiros o objetivo da corrida é terminar e não apenas ganhar.

São essas pequenas vitórias que devemos valorizar. A vida, na maioria das vezes, é dura. Mas alcançar um objetivo é algo que merece todas as comemorações possíveis.