É interessante começar um artigo com uma afirmação tão forte como essa ai em cima. Essa escolha me traz muita responsabilidade, principalmente vendo o meu histórico neste ano. Eu tenho que fazer uma autocrítica. Realmente eu não dediquei a corrida a mesma atenção do ano passado. 2017 foi um ano de realizações, ano da minha primeira maratona e de mais de mil quilômetros percorridos.

Neste ano eu passei por uma série de mudanças e transformações. Tanto que estou engatinhando novamente na corrida. Como o meu texto anterior posso afirmar que apesar de terem passados quatro anos eu me sinto sempre um iniciante. E isso talvez seja o que me motiva. Esse sentimento de estar (re)começando.

O importante é não ficar parado, não importa como

Mas é importante que eu faça desta autocrítica um reforço da afirmação acima: a aventura está lá fora e vai continuar lá fora. E quando eu escrevo sobre isso eu só posso fazê-lo pelo melhor exemplo do mundo que está ao meu lado: Franciela Santin. Essa pequena é realmente uma parada. Como não valorizar uma pessoa que no mesmo tempo de corrida que eu está em um estágio tão avançado?

Eu posso dizer que a Fran é um exemplo que eu queria imitar com mais frequência. Alguém que se desdobra em quatro no mesmo dia merece todos os elogios. Uma pessoa organizada e determinada, que mudou o escopo de seu trabalho e agora é feliz fazendo uma atividade profissional relacionada com a saúde. Uma estudante que está em sua segunda graduação e ainda no tempo livre (aham, existe tempo livre que a gente pode aproveitar) consegue treinar corrida e ainda fazer musculação.

Ela vai ter um grande e o maior desafio de sua carreira no próximo dia 08/12 na cidade de Botucatu, estado de São Paulo. A prova Ultra Trail Run 70K Cuesta Brasil Ride 2018 é algo que ela realmente se preparou e vou fazer por ela um agradecimento especial a todos. Não vou citar nomes para não fazer nenhuma injustiça, porém o agradecimento é realmente sincero para todos mesmo nem que seja para aquele que deu um minuto do seu tempo fazendo um quilômetro de carro para acompanha-la nos treinos e na preparação.

Resumo da foto: Olhar sempre em frente sem medo.

Porém o ponto de escrever sobre aventura e mencionar a Fran é justamente ressaltar que o catalisador para dar um passo além da zona de conforto às vezes está ao nosso lado. Falta de tempo não é uma desculpa para fazer uma atividade. A vida é muito maior e melhor do que ficar sentado na frente de uma televisão ou de uma tela de celular.

Viver é estar feliz consigo mesmo e ver a vida com o roteiro que escolhemos. E por quê não esse roteiro ser uma grande aventura?