Estou no Ranking Brasileiro de Maratonistas

O dia 11 de junho de 2017 realmente ficará para sempre marcado em minha vida de atleta amadora. Eu não poderia imaginar que minha estreia em Maratonas me renderia tantas conquistas posteriormente, além é óbvio daquelas inúmeras que fui obtendo ao longo dos treinos específicos.

Primeiro foi a conquista da vaga para a Maratona de Boston, que farei no dia 16 de abril de 2018. E agora mais uma novidade: entrei para o Ranking Brasileiro de Maratonistas. Em minha faixa etária (35 a 39 anos) ocupo a posição de 46 de 236 mulheres.

O Ranking Brasileiro de Maratonistas é montado pela Contra Relógio desde 1994, objetivando valorizar os corredores que se dedicam aos treinamentos para os 42 km e prestigiar as maratonas oficiais do país. Para ingresso nessa listagem, é necessário conseguir resultados dentro dos tempos-limite de cada faixa etária/sexo.

Tanto a vaga para a Maratona de Boston, quanto contar no ranking brasileiro de maratonistas se deve ao tempo que obtive na Maratona de Porto Alegre – 3h36min04s.

Abaixo, na imagem, sou a numero 46.

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Sou uma Atleta Harts!

Gente, tenho uma novidade maravilhosa para contar. Eu agora faço parte do time de atletas da @hartsnatural Nossa, tô muito feliz!!! Isso significa que contarei com os produtos da Hart´s para me auxiliar nos treinos e lanches. 😊💪
Quem me acompanha por aqui sabe que eu já sou fã da marca, por inúmeras vezes falei dos produtos da Harts, pois como sabem, sou muito cuidadosa com minha alimentação, mas desde que conheci as barras de proteína, as barras de frutas da Harts, nunca tive dúvidas que eram produtos de qualidade, com ingredientes naturais que só causam bem à saúde.😍

Só tenho a agradecer à Harts por apoiar nós atletas amadores, que não rentabilizamos com o esporte, que trabalhamos em outra atividade para viver, mas que somos apaixonados pelo nosso estilo de vida, que no meu caso é composto pela corrida e a verdadeira paixão pela alimentação saudável, pela comida de verdade.

Obrigada de coração❤️Realmente estou muito feliz em poder contar com os produtos da Harts para continuar minha jornada de treinos, provas e de alimentação de verdade! #hartsnatural #takeiteasy #veganaharts#moveharts #loveharts #hartslovers @ Florianópolis, Santa Catarina

[Artigo] Mais do que um símbolo uma conquista

Como vencer desafios na corrida pode mudar a forma de encarar a vida profissional

Enquanto eu escrevo esse texto tenho uma sensação de alívio tremendo. O ano está acabando e com esse clima de encerramento faço uma breve reflexão das metas do ano e do que foi conquistado. Com muito orgulho eu posso dizer que corri até agora 909.900 metros em 103 corridas, com um total de 94 horas e 32 minutos de exercício ativo. Parece muito e no fundo é mesmo. Mas não são esses quase mil quilômetros que servem de modelo de como vencer os desafios da corria podem mudar a forma de encarar os desafios e o stress da vida profissional. São apenas 35 km que servem para essa análise.

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Minha participação na etapa de Florianópolis

Neste ano eu fiz cinco provas do Circuito Corridas do Bem do SESI/SC. A soma das distâncias é menor que a distância de uma maratona (42km). Porém essas provas serviram para que eu pudesse mudar a forma de encarar tanto a corrida como a vida profissional. Um dos pontos mais interessantes da corrida é que na grande maioria do tempo você está sozinho com os seus pensamentos, por mais que tenham 1500 pessoas correndo ao seu lado. E o tempo de uma prova (variando entre vinte e cinco minutos até uma hora, variando a distância) serve justamente para esse momento contemplativo.

Uma das características mais importantes que aprendi nessas provas a desenvolver é a minha capacidade de resiliência. Tanto na corrida como na vida profissional enfrentamos momentos em que temos duas escolhas a serem feitas: desistir ou adaptar-se. E nessas corridas eu fiz justamente isso: consegui desenvolvi a capacidade de me recuperar facilmente diante dos obstáculos e extrair o melhor do meu potencial.

Na nossa vida desistimos com uma facilidade espantosa. E quando conseguimos seguir em frente devemos comemorar. São nas pequenas vitórias que está à alegria da vida. No momento em que uma meta traçada é realizada devemos valorizar e saborear os feitos com orgulho. No âmbito profissional os desafios são mais mentais que físicos, porém é nesse momento que temos que utilizar as ferramentas que a corrida nos fornece.

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Meu troféu pelas provas do SESI Corridas do Bem

Com a realização das provas do SESI recebi uma mandala, representando o Pentaculo do Bem Estar. Conquistar esse troféu serviu como uma demonstração gráfica dos resultados obtidos: reduzir o nível de estresse, realizar uma atividade física habitual além de manter um relacionamento social com os outros corredores. Mas mais importante de tudo foi vencer as dificuldades e levas as lições da corrida para a minha vida.

[Artigo] Treino Fartlek: minha estratégia (que para você pode não servir para nada)

Na terça feira eu postei sobre um treino Fartlek que eu fiz e algumas pessoas encaminharam mensagem in box me perguntando como eu conseguia fazer o treino tão “perfeito”.

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Bom, vou falar de como eu me organizo para fazer este tipo de treino. Vejam que esta é a minha estratégia, não significa que funcionará para outras pessoas, afinal, como dizia Raul Seixas “O que eu como a prato pleno, pode ser o seu veneno”. Resumindo: o que funciona para uma pessoa, pode não funcionar para a outra.

Mas, vamos aos fatos:

Organização é a base de tudo. Ao ver que na planilha postada pelo treinador tenho um treino fartlek para fazer, como eu me organizo:

  1. Primeiro verifico qual é a distância programada e em quanto tempo de fazê-la;
  2. Por se tratar de um treino fartlek, sabendo que devo fazer um km em ritmo mais leve e um km em ritmo mais intenso (assim até completar a distância programada), faço então um esqueminha para estabelecer qual será o pace do mais leve e qual será o pace do mais intenso, objetivando ficar dentro do tempo total estabelecido.
  3. Digamos que eu deva completar o treino em 40min, então, farei o km mais leve em ritmo de 4´40” e o mais intenso em ritmo de 4´10”, por exemplo. Claro que os ritmos devem ser estabelecidos conforme a capacidade de cada um. Aqui só estou dando um exemplo do que funcionaria para mim.

Gente, é isso. Porém, o mais importante é a orientação de um profissional de educação física, ou seja, do seu treinador. É com ele que você poderá conversar mais tecnicamente a respeito do assunto, é ele que poderá lhe dar as coordenadas conforme o estágio que você se encontra atualmente.

Fran na Maratona de Boston!

Dia de corridas!

Hoje foi um dia de corridas para o Gelsom e para a Fran.

Eu fiz a prova do SESI em Florianópolis (Corrida do Bem). 5km para a conta!

A Fran, por outra lado, fez praticamente uma meia maratona, correndo em São Francisco, na Califórnia (EUA). Com direito a Ponte Golden Gate e outros cartões postais da cidade!

Vídeo: Ansiedade pré Maratona de Florianópolis/2017

Confira os bastidores!

Confira no vídeo!!!

Nossa participação na Meia Maratona de Aniversário de Balneário Camboriú

Neste domingo, dia 16 de julho, participamos da 3º edição da Meia Maratona de Aniversário de Balneário Camboriú. E teve mais um troféu para a Franciela Santin! Recorde pessoal nos 21 km e a quarta colocação no geral!

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Parece que está virando tradição: Franciela em mais um podium!

A prova foi muito bem organizada e teve um alto nível técnico. Diferente da Meia de Balneário, realizada em abril, a corrida não teve a subida do Morro da Rainha como um desafio, mas exigiu muito empenho e dedicação devido a outras duas subidas que fizeram parte do percurso.

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Mapa da Prova

Depois da Maratona essa foi a primeira prova longa que fizemos. E valeu cada km!

 

 

[Artigo] – A aventura está lá fora

“A aventura está lá fora”. A frase que alimentou os sonhos de Carl Fredricksen no filme UP – Altas Aventuras realmente é verdadeira. E é em busca de novos locais para treinar que esta semana nos aventuramos na cidade de Torres (RS).

Tudo começou quando estávamos assistindo o programa que é exibido na Globosat, chamado Brasil Visto de Cima. O episódio estava exibindo belas imagens de Torres e algo nos chamou atenção: uma pista de corrida encravada num morro. Pronto, realmente a aventura estava lá fora e era para Torres que iríamos.

O fato de estarmos em férias facilitou nossa rápida decisão e a viagem. Saímos de Florianópolis no dia 22/06 por volta de 7h da manhã e perto das 11h já estávamos em Torres. Ao chegarmos fomos diretamente para a praia central matar um pouco de tempo até a hora do almoço. Ali pudemos observar um belo calçadão com pessoas correndo e ciclistas se utilizando da ciclovia que fica ao lado da calçada. Realmente um bom local para treinar tendo como plano de fundo as ondas do mar.

Da Beira Mar ainda era possível observar dois morros, o do Farol e o do Parque da Guarita, locais que viemos a conhecer mais tarde. Bom, após o almoço nos hospedamos no Guarita Park Hotel. O local foi escolhido porque fica encostado do Parque, local onde vimos a pista de corrida no Programa Brasil visto de Cima.

Por volta de 13h seguimos rumo ao Parque. Para entrar de carro é necessário pagar uma taxa de turismo de R$ 8,00. Valor que vale muito a pena, afinal, o Parque é muito bem cuidado, limpo e cheio de atrações. O Parque Estadual da Guarita foi criado em 1971 por meio do empenho de vários ambientalistas locais buscando proteger este cenário geológico de grande valor ambiental e paisagístico.

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Foto: Internet

O Parque conta com praias, trilhas e uma maravilhosa pista de corrida, nosso motivo principal para termos feito a viagem. Neste dia, em nossa planilha de treino constava Fartlek 7km e foi o que fizemos na pista. Mas antes disso, caminhamos pela praia, subimos umas escadas que dão acesso ao Morro das Furnas, por ali seguimos uma trilha muito bem sinalizada de cerca de 1km, chegando até a pista de corrida onde o treino ocorreu.

Após o treino, seguimos de carro via Beiramar até os Molhes, local onde o Rio Mampituba separa as cidades de Torres (RS) e Passo de Torres (SC). Para completar o passeio, seguimos até a Ponte Pênsil que liga as duas cidades.

No dia seguinte, já em vias de retornar para Florianópolis, passamos em frente a mais antiga igreja de Torres e também pudemos fotografar a primeira casa da cidade. Todos os pontos onde fomos, foram mostrados no Programa Brasil Visto de Cima. Fizemos o nosso Brasil Visto de Baixo, literalmente.

Bom, esta foi nossa viagem para a cidade de Torres (RS). Realmente um local que vale a pena visitar, passear e principalmente correr. E nossa busca por novos locais para treinar continua, afinal, a aventura está realmente lá fora.

por Franciela Santin, corredora.

 

[Artigo] Fiz minha primeira maratona

Como eu corri meus primeiros 42.195 metros e vivi para contar a experiência 

Eu comecei a correr em 10 de setembro de 2014. Na primeira tentativa consegui a duras penas correr aproximadamente 200 metros e travei. Aquilo não era para mim. Ainda bem que a Franciela Santin, minha companheira de vida e de corrida, estava do meu lado. O nosso preparo físico (eu com quase 120 quilos e ela quase mais sedentária que eu) era algo assustador. Nos olhamos e rimos. Era mais uma iniciativa maluca para que eu perdesse peso e dela me acompanhar. Já havíamos tentando outras opções esportivas sem sucesso. Mas nessa oportunidade era diferente.

Começamos o treinamento com acompanhamento profissional. Algo que fez muita diferença. Graças ao acompanhamento técnico do nosso primeiro coach de corrida (Leonardo Marmitt, obrigado pela iniciação na corrida!) conseguimos vencer as primeiras barreiras. Inicialmente foram as primeiras distâncias, o frio, a chuva (era fim de inverno e 2014 foi um período bem úmido e com vento) e aquele sentimento “porque eu resolvi correr? Justo no dia de hoje com esse clima?”.

Em menos de 2 meses fiz minha primeira prova. Na verdade, não foi uma prova, mas sim um misto. Foi uma caminhada de 3 km, em que levei quase uma hora para completar. Imaginem a cena. Eu, com a maior camisa disponível (GG e ainda assim era pequena), caminhando sob o sol e completando o primeiro desafio. E com direito a corridinha no final. A foto não me deixa mentir (e sim, essa foi a melhor foto que consegui encontrar).

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SESI Life Run
Com o tempo e com a adição de novos profissionais auxiliando (a nossa nutricionista Dra. Amanda Miranda, obrigado pela paciência e pelo seu trabalho!) na busca de metas, eu consegui correr distâncias maiores, fiz a minha primeira prova de 3 km, a primeira prova de 5 km, fiz uma viagem internacional para correr a minha prova de 10 km e fiz a minha primeira meia maratona (21 km) em 2016. Mas o mais importante foi a lição de vida que tive com a corrida. Não importa a distância e o tempo que você demora para correr. Se você tiver foco e vontade o resultado acontecerá. Depende apenas de sua persistência.

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Melhoria na alimentação
Mas apesar de tudo (nessa lista vocês podem imaginar um pouco de tudo: trabalho, estresse, mudanças) continuei a preparação para perder peso e adicionei uma meta ambiciosa. Eu iria correr a distância mais clássica das corridas: a Maratona. Escolhi Porto Alegre pela boa experiência da Meia Maratona de 2016 e me dediquei (claro que da minha maneira) para vencer essa distância.

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Corrida Pedra Branca – 2016
A preparação começou com muito foco, com mudança inclusive de treinador (passei a treinar com a Floripa Runners, sob a tutela do mestre Fabiano Braun) e passei a me dedicar além dos treinos de corrida a duas vezes por semana fazer treinos funcionais (Malu, obrigado pela dedicação e pelos treinos que você elaborou!). A carga, não posso negar, foi exaustiva e acentuada.

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Treinamento funcional
A cada final de semana da preparação havia um novo desafio. E em algumas das oportunidades onde o que importava era o volume, o treino consistia em uma meia maratona. Ou seja, o que um dia foi uma meta virou treino. E isso era engraçado. As vezes foi muito difícil manter a regularidade e treinar seguindo a planilha de um modo obsessivo como a Franciela, mas da minha maneira fui encontrando os caminhos para realizar o que havia sido traçado.

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Evolução – na esquerda em 2014 e na direita em 2017
A preparação chegou ao fim, eu fiz o que podia e encarei o desafio. Vou deixar o dia 11 de junho para sempre na minha memória como o dia em que venci a maratona. Pode ser que o tempo não foi o esperado, mas isso não importa. O que importou foi percorrer a distância com o coração e a mente em sintonia. Houveram dores, diminui o ritmo e até mesmo dei uma caminhada. Mas eu não estava lá para bater recordes ou fazer uma prova para subir num pódio e ganhar um troféu. Eu estava lá pelo amor a minha saúde e pelo desafio. E posso dizer, com um orgulho que nunca tive na minha vida, que venci a maratona.

 

Venci não somente a distância, mas venci a minha mente, as incertezas e a incredulidade de algumas pessoas e provei, para mim mesmo, que os desafios, por maiores que se apresentem na nossa frente, existem para serem vencidos.

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Orgulho: medalha no peito!
Na nossa vida não teremos só vitórias. Talvez essa seja a grande graça de viver. É cair para aprender a levantar. E saber que no momento de dificuldade a força para vencer o desafio está dentro de você. E que força para vencer um desafio está justamente de como você está preparado para apanhar, se sentir derrotado, mas não se entregar.

Por Gelsom Sbardelotto – corredor