[Artigo] Moutain Do Praia do Rosa – Mais um troféu para a coleção. Ou como a inspiração está ao nosso redor.

É engraçado que após toda a prova de que a Franciela Santin termina eu tenho um novo trabalho. Lá vou eu de novo ter que furar a parede para colocar uma prateleira nova em casa.

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Franciela na largada da Prova. Como se não tivesse peso nenhum!

Mas agora falando sério. Estou dando um tempo nas provas de corrida, em especial ao trail run. O período sabático é uma escolha, já que não tive nenhuma lesão ou nada do tipo, mas esse artigo tem um objetivo claro: não é para falar da visão da Fran sobre essa nova conquista mas para que possa falar diretamente com você que está querendo mudar de vida e começar uma atividade física e provar que é sim possível fazer uma atividade física como a corrida sem ser algo difícil ou dolorido. E sim, quando eu digo que estou falando com você também estou falando comigo mesmo.

A corrida é um esporte maravilhoso e democrático. Apesar de existirem vários tipos de corredores, desde o corredor raiz, que se duvidar faz uma prova de 23 km usando sunga e tênis (sim, tinha mesmo na prova) até o hight tech nutella (Ferrero, me patrocina!!!) que corre com manguito, fone de ouvido sem fio e celular da hora, polaina, tênis novinho da silva. Mas percebam que entre os dois campos nenhum dos dois é superior ao outro. A corrida, principalmente nas trilhas, é um esporte democrático. Você pode até competir com os outros corredores, mas o que importa é cruzar a linha de chegada.

Nas provas de trail, como o Moutain Do do Rosa, a corrida é ainda mais abençoada pelo visual que emoldura a corrida. Quem não se sentiria feliz em correr por praias, dunas e um dos visuais mais belos do Brasil como o litoral sul de Santa Catarina, passando pela Praia do Rosa, Ouvidor, Praia Vermelha num dia ensolarado e bonito de outono (maldito aquecimento global, ehehehe)?

O que foi maravilhoso no dia de ontem, vendo de fora, foi ver o clima de felicidade e de alegria das pessoas. Como eu não competi e pude acompanhar a chegada de todas as categorias (sim, eu fiquei até a chegada do último corredor) foi perceber o quanto a corrida serve para melhorar a nossa qualidade de vida. Correr, na falta de uma expressão melhor, liberta tanto o corpo como a alma. E foi maravilho acompanhar as pessoas que estavam em sua primeira prova, seja de 5, 11 ou 22 km, competindo contra os seus próprios medos e receio de não terminar.

Mas eu não podia desviar o meu olhar da Franciela. Nem faziam 15 dias que ela teve que interromper a sua primeira Major (nota: major é o nome que se dá para as maratonas internacionais mais importantes do mundo). A Maratona e o clima de Boston foram implacáveis com ela. Tanto que no quilômetro 13 ela teve que sair da prova por hipotermia. Só que ontem ela terminou a prova sorrindo, com o punho levantado, como se dissesse: eu quero, eu posso e eu venço. Porém, ela não disse isso para ela. Ela não falou isso pela desistência da Maratona de Boston, ela disse isso para mim.

Vê-la chegando, com um sorriso no rosto e com uma passada de gazela africana correndo na savana, mesmo depois de correr mais de 20 km em trilhas, dunas e praias, me fez refletir o quanto essa atividade liberta. A corrida tem um significado muito importante na nossa vida. Eu consegui vencer a obesidade e estou em um peso que, apesar de ter subido um pouco nesse período sabático, me deixa mais saudável que a grande maioria dos brasileiros. Mas para a Fran a corrida fez muito mais. Fez ela mudar de vida.

E ontem foi um desses dia ques me fez perceber o título desse artigo… A inspiração, para mudar de vida, ser mais feliz ou estar em paz consigo mesmo está ao nosso redor. Para mim a inspiração foi ver como a pessoa que eu mais amo no mundo conseguiu, mesmo tendo sofrido e perdido a oportunidade de concluir a prova de maratona do mundo mais famosa do mundo, chegar com um um sorriso no rosto em uma prova que eu não tive a coragem nem de me inscrever.

Por isso eu digo: corram. Não importa se vai ser uma prova na neve, na areia ou mesmo uma corridinha ao redor da quadra. Não deixem a vida passar em sua frente. E se a corrida for dura, não se importe. A vida sem alegria é bem pior.

 

[Artigo] Mais do que um símbolo uma conquista

Como vencer desafios na corrida pode mudar a forma de encarar a vida profissional

Enquanto eu escrevo esse texto tenho uma sensação de alívio tremendo. O ano está acabando e com esse clima de encerramento faço uma breve reflexão das metas do ano e do que foi conquistado. Com muito orgulho eu posso dizer que corri até agora 909.900 metros em 103 corridas, com um total de 94 horas e 32 minutos de exercício ativo. Parece muito e no fundo é mesmo. Mas não são esses quase mil quilômetros que servem de modelo de como vencer os desafios da corria podem mudar a forma de encarar os desafios e o stress da vida profissional. São apenas 35 km que servem para essa análise.

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Minha participação na etapa de Florianópolis

Neste ano eu fiz cinco provas do Circuito Corridas do Bem do SESI/SC. A soma das distâncias é menor que a distância de uma maratona (42km). Porém essas provas serviram para que eu pudesse mudar a forma de encarar tanto a corrida como a vida profissional. Um dos pontos mais interessantes da corrida é que na grande maioria do tempo você está sozinho com os seus pensamentos, por mais que tenham 1500 pessoas correndo ao seu lado. E o tempo de uma prova (variando entre vinte e cinco minutos até uma hora, variando a distância) serve justamente para esse momento contemplativo.

Uma das características mais importantes que aprendi nessas provas a desenvolver é a minha capacidade de resiliência. Tanto na corrida como na vida profissional enfrentamos momentos em que temos duas escolhas a serem feitas: desistir ou adaptar-se. E nessas corridas eu fiz justamente isso: consegui desenvolvi a capacidade de me recuperar facilmente diante dos obstáculos e extrair o melhor do meu potencial.

Na nossa vida desistimos com uma facilidade espantosa. E quando conseguimos seguir em frente devemos comemorar. São nas pequenas vitórias que está à alegria da vida. No momento em que uma meta traçada é realizada devemos valorizar e saborear os feitos com orgulho. No âmbito profissional os desafios são mais mentais que físicos, porém é nesse momento que temos que utilizar as ferramentas que a corrida nos fornece.

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Meu troféu pelas provas do SESI Corridas do Bem

Com a realização das provas do SESI recebi uma mandala, representando o Pentaculo do Bem Estar. Conquistar esse troféu serviu como uma demonstração gráfica dos resultados obtidos: reduzir o nível de estresse, realizar uma atividade física habitual além de manter um relacionamento social com os outros corredores. Mas mais importante de tudo foi vencer as dificuldades e levas as lições da corrida para a minha vida.

[Artigo] – O que corrida e o mundo empresarial tem haver?

Desde que comecei a correr, há exatos 3 anos atrás, tem uma pergunta que não sai da minha mente e, especialmente hoje, 14 de outubro de 2017, ela ficou ainda mais latente. Então, pensei: sim, hoje é o dia de responde-la, embora eu já tivesse esta resposta anteriormente. Mas sabe, você deixa para lá e não para pra escrever.

Mas antes, vamos a narrativa: 14 de outubro, 5h da manhã e eu já estou em pé preparando o meu café da manhã e organizando os últimos detalhes para 6:30 da manhã partir para o que seria um dos maiores desafios até então: correr  mais de 60km entre praias, dunas, estradões enlameados, trilhas escorregadias, subidas e descidas, revezando com um parceiro de equipe. Quando digo últimos detalhes é porque os demais já vinham sendo organizados dias antes.

Tudo bem, este é apenas o background de uma história que começou a ser escrita muitos meses antes com intensa preparação física e mental. Treinos e mais treinos pelos trechos por onde passaríamos no dia de hoje. OK, então você deve estar se perguntando: mas para quê tudo isso então? Qual o propósito disso? Parece dolorido, cansativo. Quanto planejamento.

Não, não é nada disso. E prazeroso, é desafiador, libera endorfina, te faz querer mais, te faz querer ir além, te renova, te coloca para cima, te mostra que você é capaz de fazer o que deseja fazer, te motiva. E isso tudo só depende de você, das tuas lutas, da tua disciplina, da tua constância de propósitos.

Certo, mas o que isso tem haver com a dúvida que paira minha mente desde setembro de 2014? Tem tudo haver, pois desde então eu me pergunto porque todos estes sentimentos não existem hoje nos funcionários da maior parte de nossas empresas? Porque temos cada vez mais trabalhadores se afastando por doenças psicossociais, como por exemplo, a depressão, a síndrome do pânico associado ao ter que ir trabalhar todos os dias? Por que nossas organizações não são capazes de liberar endorfina em seus trabalhadores?

Eu respondo: porque a grande maioria das organizações, infelizmente, está cheia de maus lideres, de processos burocráticos que não geram motivação alguma, de metas inalcançáveis que somente geram sentimento de derrota nos trabalhadores. Porque a grande maioria das organizações não é capaz de dar a liberdade da criação, afinal, os projetos em sua maior parte são para agradar um ou outro sócio.  Porque nem os líderes não capazes de gerar propósito.

Mas, voltando a prova de hoje, eu e meu parceiro só tínhamos uma coisa me mente: dar o nosso melhor. E este é um sentimento genuíno, verdadeiro que nos faz querer ir além dos nossos limites.

E as equipes nas empresas, querem dar o seu melhor? Ah, não querem porque não são comprometidas, diriam os líderes, que em sua grande maioria entender comprometimento como trabalhar horas além da jornada de trabalho. Mas espera aí? Para estar comprometido com algo, primeiro é necessário que você acredite neste algo, que este algo gere um sentimento recompensador. A corrida gera. E as nossas empresas estão sendo capazes de gerar isso nos seus colaboradores?  Não, definitivamente não.

Então caros líderes das nossas companhias, esqueçam o cargo que está descrito em seus cartões de visita, busquem aprender com o esporte, assistam á uma prova de corrida, prestem atenção ao clima que um evento destes tem e levem isso para suas empresas.

Mas cuidado: endorfina é contagioso e quanto mais você liberar, mais você vai querer. Então cuidado, afinal um funcionário endorfinado vai ser muito comprometido, gerará grandes resultados, enormes picos de satisfação, de grande autoestima, com muita vontade de fazer a diferença, raramente ficará dente e estará com “sangue nos olhos” para fazer acontecer, assim como, os corredores.  

Franciela Santin é corredora.